MP denuncia oito pessoas por esquema de sonegação que causou prejuízo de R$ 1,5 milhão no RN

  • 21/01/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia cumpriu mandado em lojas e apreendeu dinheiro Divulgação O Ministério Público do Rio Grande do Norte ofereceu denúncia contra oito pessoas investigadas em um esquema que gerou prejuízo acima de R$ 1,5 milhão em ICMS não recolhido ao Estado. Segundo o MP, eles fazem parte de um esquema estruturado de sucessão empresarial fraudulenta para a exploração comercial de calçados e acessórios em Natal e Parnamirim. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A operação Fechamento, que deu início à investigação, deflagrada em maio do ano passado pela Polícia Civil, cumpriu mandados de busca e apreensão em lojas de pelo menos três shoppings de Natal. 🔎 Durante a deflagração da operação, em maio do ano passado, a fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda identificou mercadorias sem documentação fiscal avaliadas em mais de R$ 146 mil em uma das unidades do grupo. Isso, além do uso de máquinas de cartão de crédito não integradas à escrituração fiscal para omitir receitas. Os réus, segundo o MP, são investigadas por integrarem uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a ordem tributária e lavagem de capitais (entenda mais abaixo). Com o recebimento da denúncia, as oito pessoas passam a ser rés no processo criminal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funcionava o esquema? As investigações apontam que, entre janeiro de 2008 e maio de 2025, o grupo utilizou várias pessoas, conhecidas como laranjas, para abrir sucessivos novos CNPJs e, assim, blindar o patrimônio dos reais gestores. Segundo o MPRN, o objetivo da manobra era permitir a continuidade das atividades comerciais sem o pagamento de tributos, abandonando empresas endividadas e transferindo a operação para novas entidades formalmente limpas. A denúncia detalha que o grupo criminoso contava com um núcleo de liderança, familiares e funcionários que atuavam como sócios de fachada, além de um núcleo contábil proativo na operacionalização das fraudes e na sugestão de estratégias para evitar bloqueios judiciais. Entre as provas apresentadas na investigação, estão diálogos extraídos de aparelhos celulares onde os envolvidos admitiam a prática de sonegação e planejavam a blindagem do patrimônio contra ordens de penhora. Operação cumpriu mandados em lojas de shoppings em Natal Polícia Civil/Divulgação Réus responderão por diferentes crimes Na ação, o MPRN pediu a condenação dos denunciados pelos crimes de associação criminosa, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica; também foi solicitado o confisco por equivalência de bens e valores que somam aproximadamente R$ 2,9 milhões para os líderes do grupo, visando a reparação dos danos causados ao erário; e a perda dos produtos obtidos com as infrações penais. Segundo o MP, âmbito dos crimes tributários, o grupo realizava: parcelamentos fraudulentos; omissão de receitas através de máquinas de cartão não integradas à escrituração fiscal; desvio de valores via Pix para contas pessoais; manutenção de estoques de mercadorias sem documentação legal. Além disso, a peça aponta a prática de lavagem de dinheiro, pelo uso de empresas ideologicamente falsas para dissimular a propriedade das lojas e a origem ilícita dos recursos. Um dos réus também responde pelo crime de posse de munição de uso restrito, encontrada durante as buscas realizadas na operação. Vídeos mais assistidos do g1 RN

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/01/21/mp-denuncia-esquema-sonegacao-prejuizo.ghtml


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